Texto
Lembrará de mim pelo eterno!
Alguns são capazes se perguntar por vezes o quão será sua longevidade. A vida ─ uma dádiva divina ─ concedida aos homens em busca da continuidade, ao meu ver. De acordo com alguns pensadores, baseados em suas mentes evoluídas, este presente não passa de uma propriedade que caracteriza os organismos cuja existência evolui do nascimento até a morte. Somos então uma demonstração de que nada eterno? Nossa existência tem fim. A carne é consumida, o carbono é degradado e ao fim da noite, não há mais seu ser. É atormentador imaginar o quão insignificante parece ser. A história irá te esquecer. Nós perdemos entes amados a cada segundo que se passa. E não importa o quanto os amamos, ao longo daquilo que define como "vida", os esquecerá. "A história irá te esquecer", ouso repetir em alto e bom som.

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— {RP FECHADA} Dirty secrets that I keep

Mensagem por Juliet Sch. Châtellereaut em Sex Abr 08, 2016 5:04 pm

Dirty secrets that I keep... j.c // e.c


A postagem ocorre entre as irmãs Juliet e Elle Châtellereaut, e está fechada para qualquer um que não tenha sido convidado por uma das envolvidas. Passando-se em  uma nublada manhã do dia 2 de Abril, no aeroporto internacional Louis Armstrong, New Orleans.

O conteúdo é livre e a postagem está em andamento.

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Re: — {RP FECHADA} Dirty secrets that I keep

Mensagem por Behati Chamberlain McCain em Sex Abr 08, 2016 6:45 pm

Na noite anterior, Elle estava em seu quarto, com seu novo mascote fazendo carinho. A bruxa deu de ombros, prestes a dormir. A morena arrumou a cama para o gato, que tinha comprado, colocando-a do lado para sua cama. Deixara o gato ali e abrindo um fraco sorrindo, e deu de ombros, andando para a cama, e vendo que tinha uma mensagem de Christopher, a ignorando no ato. Então, ouviu seu celular tocando, vendo que era sua irmã, a ligando. No outro lado da linha, ela ouviu a caçula gritando. ― Caramba, te liguei várias vezes, é surda é? ― Naquele momento, agradeceu mentalmente pela a irmã não estar em Nova Orleans, para a esganar. ― Também é muito bom falar com você, irmãzinha. Como você está? Bem, ótimo. Estou bem também. Agora, o que você quer? ― A voz de Elle evidenciava o sono, o cansaço e o tédio. ― Eu tenho que dormir, sabia? ― Ela coçou o olho, e ouviu a irmã. ― Sei, sei, tô sabendo. Vai me buscar no aeroporto acho que o Louis Amstrong, porque estou voltando, meu voo chega em pelo ou menos... Algumas boas horas. Eu tô indo pro aeroporto agora, au revoir, irmãzinha! ― Quando a morena encerrou a chamada, ela agradeceu mentalmente por ir poder dormir finalmente.

Na manhã seguinte, assim que acordou e viu o horário, eram quase 07:00. E gritou com raiva. ― Ai merda, não posso me atrasar. ― Apressada, Elle correu, pegando quaisquer roupas em seu close, e foi para o banheiro, onde tomou um banho rápido, vendo que seu quarto estava vazio. Deu de ombros, tendo a percepção que seu novo gato, agora era humano. Colocou a blusa, a saia, as joias, o cinto e o sapato. Fez uma maquiagem leve, arrumando os cabelos o melhor que conseguiu, e sorriu. Apenas passou o perfume também, e saiu para a cozinha, onde tomou o café da manhã, comendo um pedaço de bolo de laranja, tomando um copo de chá, fez a higiene matinal, pegando seu celular e a chave de seu carro, saindo da casa, indo para a garagem. Viu seu porsche preto ali, destravando o carro, e andou até ele, abrindo a porta do carro, a fechou, colocou o cinto de segurança, pondo as chaves da ignição, dando a partida.

Enquanto guiava os carros pela as ruas da cidade, ela ouvia uma música qualquer de seu celular, que por bluetooth, tinha conectado-se ao som do carro, New Americana, da Halsey, e ela fechara os olhos, tentando absorver a letra da música e a melodia, mas o receio do atraso, não a permitia ver isso. Em um dos engarrafamentos, tinha decidido finalmente abrir a mensagem que tinha ignorando, que apenas dizia em belo resumo: ‘Jantar’. Apenas riu, respondendo um simples ‘ok’, e desligou o celular, vendo o trânsito voltar a fluir.

Assim que estacionou seu carro no Aeroporto, desceu do carro, o travando com o alarme, após tirar a chave da ignição, fechar a porta do carro, e colocar a chave em uma bolsinha que trazia. Elle apenas pegou um dos papeis disponibilizados pelo o aeroporto, e uma caneta, escrevendo o nome e sobrenome da irmã, e viu o horário. 09:50. Comemorou mentalmente por ter conseguido chegar antes da irmã, indo para a área de desembarque, onde ficou ali, esperando, e ela sabia, que teria que esperar algum tempo,  tirando um chiclete da bolsa, o abrindo e começou a mascar.

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Re: — {RP FECHADA} Dirty secrets that I keep

Mensagem por Juliet Sch. Châtellereaut em Sex Abr 08, 2016 7:16 pm


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França!

Qualquer um que me conhecesse muito bem saberia o quanto eu, Juliet Schreave Châtellereaut, simplesmente amo a França, sabia o quanto eu me orgulhava de ter nascido naquele lugar e quão eu adorava ostentar minha legítima nacionalidade francesa e o sotaque charmoso que apenas franceses costumam ter. Porém, o modo como meus passos apressados atravessavam aos longos corredores do aeroporto mostrava algo totalmente diferente de uma menina adoradora do país europeu.

Eu parecia estar fugindo dali, e realmente estava.

Se eu soubesse que a súbita viagem a trabalho para as conhecidas ruas parisienses resultariam em reencontros – e último encontro alias – com alguns velhos amigos eu jamais teria aceitado; era apenas um desfile! Mais um desfile. Eu certamente teria muitos outros no futuro, eu poderia recusar aquele, mas por pura teimosia, e uma grande porcentagem de saudade, eu aceitei. No momento em que coloquei meus pés em solo francês eu sabia que as coisas perderiam totalmente o rumo que deveriam seguir; isso pelo fato de uma dupla imorais estarem aguardando minha chegada com um par de sorrisos travessos e olhares brilhantes de excitação.

Romee e Jordan: o perfeito exemplo de amigos que seus pais não desejam que você tenha mas que lhe garante as melhores recordações. Desde que minhas viagens de férias para a Europa passaram a ser algo bastante raro, eu havia tido pouca noticia daqueles dois; o pouco que sabia era que Romee continuava a mesma vadia de longos e brilhantes cabelos loiros e olhos cor-de-mel que sempre havia sido, quebrando aos corações que cruzavam seu caminho e sendo fiel a sua rotina de festas. Jordan por outro lado havia mudado, aparentemente. Já não se via o mesmo garoto de longos cachos acobreados e olhos acastanhados sempre com o mesmo brilho de quem iria aprontar algo, ele parecia tão adulto... infelizmente era apenas aparência e eu tardei a perceber isso.

Algumas noites mais tarde, após o reencontro, os velhos maus hábitos retornaram. "Eu levarei algumas ervas e outras coisinhas mais potentes, Jordan traz as bebidas e cederá o quarto do hotel onde ele está. Será divertido, J." As palavras de Romee pareceram tão persuasivas aquela noite, eu simplesmente me deixei levar pela empolgação de uma noite inteira de loucura com meus dois adorados demônios, ignorando o fato de que aquilo não parecia nem um pouco responsável e que Jordan havia estado limpo de qualquer substância ilícita fazia meses – pelo que me foi dito –, ele também havia sido seduzido pelas palavras de Romee.  

Seria melhor que não.

Para alguém que vivia ébrio e sempre guardando alguma droga pesada no bolso, ficar limpo por meses parecia um desafio. Jordan costumava ser um viciado naquilo, vê-lo sóbrio era algo bastante raro. Eu deveria saber que ele estaria sedento por aquilo. Deveria saber que assim que visse a cocaína a sua disposição exageraria na dose para sentir-se satisfeito por todos os meses em que a evitou. Porém, o que eu nem Romee sabíamos era que ele ultrapassaria seu próprio limite.

Overdose.

Romee simplesmente fugiu, aconselhando-me a fazer o mesmo. Ela não queria estar associada a uma morte. Ela simplesmente correu pelo corredor e disse que não havia visto nada e que jamais falaria sobre aquilo com ninguém. Eu deveria ter feito o mesmo? Eu havia fumado alguns cigarros de maconha e bebido longas doses de tequila, mas, eu não estava tão fora de mim; pelo menos não o suficiente para deixa-lo ali, morto e sozinho. Os dedos trêmulos discaram o número da emergência e após isso eu o deixei, estirado na cama da suíte. E mais uma vez eu fui incapaz de fugir, mesmo que houvesse saído pelos fundos do hotel, permaneci escondida detrás de algumas árvores aguardando até vê-lo sair dali enquanto lutava com as lágrimas e os soluços que ousavam surgir. Muito tempo depois a ambulância chegou e após a entrada no hotel não tardou para trazerem o corpo falecido envolto de um pano negro.  

Morto.

A voz irritante de anúncio do vôo entoou pelos corredores e me fez despertar do péssimo devaneio. New Orleans, Louisiana era o destino. Eu nunca havia imaginado que estaria tão feliz em retornar a cidadezinha que eu tanto depreciava na maior parte do tempo. Pelo menos o alívio em meu peito e os passos corridos para o embarque do avião diziam o contrário, eu estava indo para longe da confusão e de todo os pesadelos e segredos dali. Estava indo para meu refúgio, para perto de Caim e seus braços que sempre me apertavam e me fazia sentir protegida de qualquer coisa, para perto de minhas irmãs!

Estava indo para casa.

.
.
.

O som do salto grosso do par das botas que revestiam meus pés era, de um modo estranho, relaxante. Eu atravessava o aglomerado de pessoas que desembarcavam de seus vôos naquela manhã de sábado. Meus dedos cercavam com uma força excessiva as malas, tanto a de mão quanto a que era arrastada. Doze horas de um voo tranquilo e eu sequer havia conseguido dormir direito, sentia-me inquieta demais, cada momento que fechava os olhos eu o via inerte na cama, os olhos abertos mirando-me e ainda que não houvesse qualquer luz naquele par de olhos mortos o modo como ele me fitava me fazia sentir uma terrível culpa. Pensar aquilo só trazia novas lágrimas aos meus olhos, e mesmo com a tentativa de esconder o estrago que eu estava com a maquiagem, optei por usar um óculos escuro para esconder os olhos. Um camisa creme de mangas longas e gola peter pan cobria meu corpo magro, enquanto uma saia branca de botões frontais e cós alto apertavam minha cintura fina; pelo menos, exteriormente eu parecia ótima.

Meu olhar começou a caçar os fios negros e traços bastante conhecidos de uma garota magra e alta – graças aos saltos altos que sempre usava –, assim que vi a fileira de pessoas que cercavam o devido espaço após o desembarque, aguardando aos que chegavam. Elle era quem iria me buscar, minha irmã mais velha. Eu ainda recordava da falsa naturalidade que me obriguei usar durante a ligação em que fiz para alerta-la de minha chegada.

Alguns passos mais tarde e quando me vi próxima o suficiente da multidão que se encontrava por ali eu consegui acha-la. Seu olhar parecia vago, enquanto mascava a algo e mantinha os braços estendidos na altura do busto com um papel onde lia-se meu nome. Um sorriso curto surgiu em meus lábios com o pesamento do quanto aquilo era clichê; eu não precisava daquele tipo de sinalização para reconhece-la. Meus passos se apressaram em sua direção, o coração de súbito disparou em meu peito a cada centímetro que eu me via mais próxima de minha irmã. Quando seu olhar me encontrou eu já não tinha mais como conter minhas pernas de correrem em sua direção. — Elle! — O sorriso se tornou maior, poucos passos nos separavam e não demorou para que meus braços finos pudessem envolver o corpo esguio alheio em um abraço apertado demais para alguém que apenas sentia saudade. — Obrigada por ter vindo, mesmo eu sendo inconveniente o suficiente para tira-la da cama pela manhã. — O sorriso dócil desenhou meus lábios corados assim que as palavras se findaram. Soltei o corpo alheio, puxando as malas para próximo enquanto ainda a olhava por detrás das lentes escuras. — Vamos, vamos para casa. — Foram as últimas palavras que me permiti dizer antes de dar a ela o devido direito de se pronunciar, questionar ou apenas me dar uma bronca por tê-la feito estar ali às nove da manhã de um sábado.


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Re: — {RP FECHADA} Dirty secrets that I keep

Mensagem por Behati Chamberlain McCain em Sex Abr 08, 2016 9:29 pm

A espera de Elle estava se tornando completamente entediante e seus braços já estavam doendo de tanto segurar aquela maldita placa. Quando reconheceu a irmã no meio da multidão, deu dois pulinhos, enquanto acenava. Estava de salto alto, não poderia arriscar algo pior. Enquanto via a irmã andar até si, já tinha jogado o papel com o nome da menor em uma lata de lixo qualquer e assim que foi possível, abraçou a irmã, com um pouco de força extra. Apenas sorriu. ― É bom te ver de novo, pirralha. Tá mais magra ou é só impressão minha? Deve ser impressão. ― A morena deu de ombros, rindo baixo, dando de ombros, enquanto voltou a ouvir a menor, e soltou um breve riso. ― Sorte que eu tenho um encontro hoje. Isso vai compensar o mal humor. E sim, é com aquele supremo gatíssimo de Saint Harris, agora não grite no meu ouvido, eu estou de ressaca de ontem à noite. ― Elle massageou as têmporas, saindo de lá, levando o carrinho da irmã que continha a bagagem.

Enquanto andavam pelos corredores do Aeroporto para a entrada, era um momento de silêncio ali, já que a mente de Elle parecia estar distraída, pensando no restante do dia, mas sacudiu a cabeça, se lembrando de um assunto que parecia ser mais conveniente e coerente. ― Como foi em Paris? Viu a mamãe? Não a vimos desde... A morte do papai. ― Elle engoliu em seco, suspirando fundo, se lembrando do que a mãe tinha dito, pendeu a cabeça ao lembrar de sua tia, Claire. Riu baixo com as lembranças que tinha do passado, enquanto continuavam a caminhada. O voo deveria ter sido longo, cansativo, e o instinto materno e protetor da Suprema, tinha apitado ― não era algo muito difícil, ainda mais relacionado a sua família. ― Elle apenas andou para o lado da praça de Alimentação, apenas encarando a irmã. ― Vai comer sim, mocinha. Não adianta discutir, além do mais te esperar me deixou com fome. A casa não vai sair de lá. ― O ultimato no tom de voz da morena era evidente.

Enquanto começava a andar, os passos de Elle eram apressados, lembrando de toda a motivação que a fazia sorrir para aquele encontro futuro, a família. Sentou-se em uma mesa, deixando o carrinho de lado, ligando o celular, vendo as mensagens que tinha recebido. Ela apenas leu as mensagens vendo que tinha 4 de Christopher, 2 de Gwen, 1 de Illyira e 7 de Nadia. Deu de ombros, e voltou a desligar seu celular, após ler tudo, e deu de ombros. Não tinha respondido nenhuma, mas alguns conteúdos eram até interessantes. ― Entãaaaaaao. Como anda a vida com o chato do seu namorado? ― A bruxa apoiou os ombros na mesa, apenas sorrindo. ― E sobre ele... Não tenho boas notícias. Se ele te contou melhor, me poupa o trabalho. ― Ela apenas suspirou, depois de jogar o chiclete fora..
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Re: — {RP FECHADA} Dirty secrets that I keep

Mensagem por Juliet Sch. Châtellereaut em Sex Abr 08, 2016 11:19 pm


It's tearing me apart.
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De alguma forma, a voz de Elle invadindo minha mente com suas respostas fora no mínimo terapêutico; lembranças teimosas trataram de se varridas para algum canto de minha mente e eu apenas sorri, sentindo-me um pouco mais relaxada com aquilo. Era bom estar em casa, afinal. Os olhos de minha irmã mais velha estavam "trabalhando", ela não deixou de me olhar daquela maneira bastante observadora e logo trouxe os resultados de sua analise  a tona. "Tá mais magra ou é só impressão minha?" Meu coração deu um solavanco em meu peito, por alguns segundos perdi o fôlego e forcei um sorriso zombeteiro assim que ela concluiu que deveria ser apenas impressão.

Deixe-a acreditar que era.

A verdade era que desde o terrível acidente, eu não me sentia nada bem. Talvez eu realmente estivesse mais magra, mas, não por não comer – eu havia comido sim, demais –, o resultado do porte magricelo era consequência dos meu mau hábitos. Por puro instinto recuei minha mão, escondendo os dedos dentro das mangas longas do casaco, sentia eles formigando e aquilo me trouxe mais lembranças indesejadas. Soprei um longo e sútil suspiro, forçando mais um longo sorriso ao ouvir a novidade provinda da francesa que me acompanhava pelo corredor. — Um encontro e ressaca, uh?! As coisas parecem muito boas aqui em Nova Orleans. — O comentário foi acompanhado de um sorriso cheio de malícia. Era bom saber que pelo menos na cidadezinha tudo seguia bem.

Algumas passadas mais tarde e novos questionamentos surgiram. O silêncio que dominou nossa caminhada pelo extenso corredor de saída do desembarque havia sido pouco confortante, mas, nem Elle podia me fazer esquecer por completo o que havia acontecido nos últimos dias. "Como foi em Paris?" Sua pergunta parecia martelar minha cabeça de um modo perturbador, era tão simples,  mas também tão significativa. Pigarreei, afastando aos fios negros de meu cabelo que caiam até alguns centímetros acima de minha cintura. — Eu não vi a mamãe. Fiquei hospedada em um hotel, na verdade. Foi tudo muito corrido por lá. Então... sem diversão. Do desfile para o hotel, do hotel para uns ensaios fotográficos. — O timbre de minha voz parecia tão firme e natural que eu me surpreendi, talvez eu estivesse ficando melhor nessa coisa de mentir, uh? Olhei de canto para Elle, vendo o quanto ela pareceu mudar ao citar nossa mãe e pai. Papai. As coisas tornaram-se tão diferentes depois da morte dele que era até cansativo de se pensar. Pensei no que falar para minha irmã, mas, o caminho que seus passos tomavam chamou minha atenção. Não estávamos indo para a saída, aquele caminho era o da praça de alimentação, certo? O cheiro misto dos mais diversos alimentos invadiu minha narina e eu senti meu estômago roncar involuntariamente. Ainda assim, eu não queria comer; meus lábios curvaram-se para baixo e o inferior excedeu ao superior em um legítimo beicinho de birra. Elle conhecia aquilo, sabia que era uma resposta negativa a sua intenção, porém, ela não estava disposta em desistir. "Você vai comer sim mocinha, não adianta discutir." Meus olhos rolaram por detrás das lentes do óculos escuro e eu bufei. Não adiantaria, ela não cederia.

Não demorou para que chegássemos a uma mesa da praça de alimentação. Encolhi-me no assento a frente do de minha irmã e olhei a minha volta, cogitando o que pedir. E então, mais uma vez, Elle me chamou a atenção. Dessa vez o assunto era Caim e aquilo sim me surpreendeu. Puxei o óculos escuro do rosto, colocando-o na gola da camisa enquanto finalmente a olhei de verdade. "Como anda a vida com o chato do seu namorado? E sobre ele... Não tenho boas notícias." Meu coração mais uma vez deu um salto em meu peito e eu apoiei os cotovelos na mesa, mordendo com força ao lábio inferior antes de tentar controlar o nervosismo que provavelmente soaria em minha voz. — Eu e Caim estamos bem, mas, faz uns dias que eu não falo com ele porque as coisas estavam muito corridas e eu não tive tempo de ligar. — Mais uma mentira, ou meia-mentira. Sim, eu não falava com Caim desde a noite no hotel, mas, não era por falta de tempo e sim por falta de coragem. Eu temia que ele descobrisse tudo simplesmente por ouvir minha voz. — O que aconteceu? Quais são as notícias? — Questionei, firmando meu olhar com o dela enquanto aguardava pelo que viria.



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Re: — {RP FECHADA} Dirty secrets that I keep

Mensagem por Behati Chamberlain McCain em Seg Abr 11, 2016 5:01 pm

Ouça tudo, depois lhe responda, Elle. Era este o comando de sua mente naquela ocasião. Durante a caminhada ouviu todas as respostas da caçula, enquanto já formulava as respostas as perguntas, e o que devesse responder. Quando chegaram a praça de alimentação, Elle se sentou, e pediu para si, um sanduíche natural, pedindo o mesmo para irmã e sucos de maracujá, e para si, pediu de sobremesa, sorvete de chocolate. ― Você é modelo, mas apesar da nossa excelente genética não pode abusar dos docinhos, mas não te impede de comer, mocinha. Não adianta nada ser linda, magra, gostosa, a melhor modelo do mundo, se não está bem alimentada. ― A Suprema dizia em uma voz tranquila. ― Já me contaram, todas as alunas da Academia, elas falam demais, que não come direito, mas... Como estou de bom humor, amanhã nós duas teremos uma conversinha sobre isso, Juliet. Agora, coma. Ficar em um avião dá fome e continuamos essa conversa. ― Disse por fim, enquanto via os pedidos chegarem, comendo, enquanto observava atentamente a irmã comer. Assim que terminou seu suco, viu o sorvete chegar, e não se impediu de devorar o doce, que era um dos seus favoritos. Pegou um pedaço de pano, limpando a boca, e apenas endireitou-se, antes de falar mais alguma coisa.

Sim, um encontro, mas devo admitir. Demorou tempo demais... Agora, ressacas e Nova Orleans, irmãzinha, são sinônimos. ― A mais velha deu de ombros, apenas pendendo sua cabeça para o lado esquerdo. ― Sei, trabalho... Mas nada lhe impede de tirar um pedaço de seu dia livre para visitar a família. ― Repreendeu a irmã, enquanto voltava a observar o ambiente, pegando seu celular e o viu apitar com uma mensagem. ‘ Onde está, Chanel? Não sabe responder seu celular ?’ Revirou os olhos teatralmente e respondeu apenas ‘ Com família, não se impressione, eu tenho uma .’.

Ela desligou o celular, o guardando na bolsa novamente. Ela ouviu a resposta sobre o relacionamento, fingindo um sorriso e por fim, suspirou fundo. ― Seu namoradinho foi expulso da Academia de St. Harris, e de Miss Robichaux e do Conselho, suspeito de assassinato, ele não pode entrar em nenhuma das Academias, caso o contrário, será morto, queimado na fogueira, e aquele que o ajudar, será expulso da Academia, então, já lhe aviso Juliet, se eu ver seu namoradinho em Miss Robichaux, não terei outra opção, se não a expulsar, odiaria fazer isso, mas nossas leis devem ser obedecidas, e não poderei lhe proteger. Fui bem clara? ― Elle apenas cruzou as mãos, apoiando-as sobre a mesa com os cotovelos. ― Prefiro que saiba já as consequências, do que faça a besteira e seja expulsa. ― A mais velha apenas suspirou, enquanto analisava a irmã. ― Foi na Fête de Cadeau, acho que estava trabalhando. Ele supostamente matou uma das alunas, tinha uma faca em mãos. E antes que venha gritando que eu estava errada em expulsar ele, pense. Prefere que ele seja expulso ou morto? ― Não dera tempo para a menor responder. ― Foi o que pensei. Não poderíamos, Christopher e eu, ter um provável assassino no Conselho, pela a possibilidade de ser ele, porque estava tudo escuro, e não vimos quem foi, mas depois ele apareceu com a faca, decidimos expulsar-lo. Matar ele seria radical demais, levando em conta que pode não ter sido ele. ― A bruxa apenas finalizou seu discurso, dando de ombros, com uma expressão neutra, mas sua mente era satisfação em alguns aspectos.

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