Texto
Lembrará de mim pelo eterno!
Alguns são capazes se perguntar por vezes o quão será sua longevidade. A vida ─ uma dádiva divina ─ concedida aos homens em busca da continuidade, ao meu ver. De acordo com alguns pensadores, baseados em suas mentes evoluídas, este presente não passa de uma propriedade que caracteriza os organismos cuja existência evolui do nascimento até a morte. Somos então uma demonstração de que nada eterno? Nossa existência tem fim. A carne é consumida, o carbono é degradado e ao fim da noite, não há mais seu ser. É atormentador imaginar o quão insignificante parece ser. A história irá te esquecer. Nós perdemos entes amados a cada segundo que se passa. E não importa o quanto os amamos, ao longo daquilo que define como "vida", os esquecerá. "A história irá te esquecer", ouso repetir em alto e bom som.

[FP] INNOKENTIEV, Dworzak Aphra

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[FP] INNOKENTIEV, Dworzak Aphra

Mensagem por Aphra Dworzak Innokentiev em Qui Maio 19, 2016 12:53 pm

 
 
Solteira
Andarilhos
Alma Helgesson
Ucrânia
20 anos
Aph
18
Becky
Nome Completo: Aphra Dworzak Innokentiev.
Personalidade: Em constante harmonia com a natureza, Aphra poderia se chamar de hippie, se não houvesse uma aura obscura a circulando em qualquer lugar que vai. Antes de descobrir seu Vitalium Vitalis, Aphra era uma pessoa extremamente pé no chão e consciente do que seus atos podiam acarretar, mas esta certeza sempre era supérflua. Embora saiba o que uma escolha errada pode trazer, não pensa duas vezes. É um pouco impulsiva e evasiva com relação a outras pessoas. Embora sinta a falta de uma companhia, admite isto apenas quando a solidão começa a deixá-la realmente triste. Não consegue formular muito bem as palavras que quer dizer quando quer dizer, por isto prefere ficar calada.
História: Aphra nasceu numa cidade pequena nas entranhas da Ucrânia. Embora a origem dos seus pais e sobrenome sejam russos, sua nacionalidade não é. Cresceu ajudando a mãe no campo e vendendo o que conseguiam nutrir no gelado solo eslavo, enquanto seu pai e dois irmãos mais velhos se aventuravam em busca de algum trabalho para conseguir dinheiro. Após um gélido e triste inverno, o gado foi perdido e as plantações morreram por negligência. Seus irmãos, então, se voluntariaram para lutar contra separatistas no Leste do país, deixando a família à mercê do fracasso. Sozinha, já na adolescência, observando mais um verão passar despercebido, Aphra começou a roubar livros em bibliotecas públicas e levar para casa. Nas feiras, quando ia com sua mãe vender o que havia restado, passava a maior parte do tempo lendo, e foi assim que sua mente leiga tomou conhecimento. Cada vez que terminava um livro, de qualquer que se tratasse o assunto, mais sua mente se expandia. Embora seus pais não se agradassem por ela estar menos produtiva, e não acreditassem que algum dia o conhecimento os tiraria da miséria, ela não parou. Um de seus irmãos morreu em guerra e o outro retornou muito machucado, o que fez seu pai gastar os últimos fundos em medicações. Embora estivessem em total miséria, Aphra não perdia as esperanças de que algum dia conseguiria sair daquele lugar. No final do dia, após colher as plantações, sentava na poltrona da sala de estar e continuava a ler o que havia restado. Dois anos depois, em seus 17 anos, os colégios públicos de municípios que havia estudado em sua pequena cidade já não eram bons o suficiente ao seu ver, já que aprendia em livros de história mais do que os professores lhe ensinavam em aula. O seu esforço valeu a pena quando conseguiu entrar na Universidade Nacional Taras Shevchenko, em uma grande cidade da Ucrânia. A situação em sua casa já não estava tão ruim, e seus pais conseguiram pagar os primeiros custos de mudança, mas a partir do momento em que pisasse em uma cidade grande, teria que se virar. E foi o que fez. Começou a trabalhar em uma cafeteria nos primeiros meses, e em Setembro, quando as aulas começaram, teve de largar o emprego, pois era em tempo integral. Começou a dividir um apartamento no subúrbio com Sofiya, uma amiga universitária, e o dinheiro que havia juntado com o emprego seria suficiente para sustentá-la até o fim do semestre. Porém, não demorou para que as coisas começassem a sair dos trilhos. No início do segundo semestre Sofiya descobriu que estava grávida, e temeu que isto fosse afetar seu desempenho, já que a faculdade era em horário integral e era necessário um esforço desumano para conseguir seguir com os estudos. Aos 7 meses de gravidez Sofiya foi reprovada, estava tendo um desempenho horrível, e o pai da criança já não estava mais na cidade para ajudá-la com as despesas. Ela teve que conseguir um emprego à noite enquanto estudava de dia, o que lhe fazia cair de cara nos livros que estava lendo e dormir. Ela entrou em uma profunda crise emocional, pois seu sonho era se formar em psicologia, mas Aphra não a deixou de lado em momento algum. Entretanto, um dia ao voltar da faculdade, os dedos gelados de frio abriram a maçaneta da porta de seu apartamento e ela encontrou sua amiga no chão, sangrando. Há quanto tempo ela estava desmaiada? Imediatamente saiu para chamar ajuda, e um vizinho as levou para o hospital. Tiveram que fazer uma cirurgia de emergência, Sofiya estava com morte cerebral, e os aparelhos que a mantinham viva iriam ser desligados assim que tirassem seu bebê, que nasceu antes do tempo, mas saudável. Aphra estava desolada. A moça que estava falecendo após tirarem seus tubos era a única amiga que conhecia, além de sua mãe. Era sua confidente, sua melhor amiga. Ficou parada em frente à cama de hospital, olhando o cadáver frio sem consciência. Segurou a mão da amiga e começou a chorar, chorava como uma criança. E agora? O que seria dela? Os enfermeiros começaram a limpar a sala, o bebê estava sendo levado para uma encubadora onde teria que ficar durante alguns meses, e a família de Sofiya já estava sendo chamada para comparecer ao local. E foi então que, após uma dor lancinante, Aphra sentiu os dedos do cadáver se moverem. Ela estava viva. Viva? Mas como?
"Uma vida por uma vida", e no dia seguinte o bebê estava morto. Os poderes de Aphra estavam descontrolados, ela não conseguia entender o que diabos estava acontecendo, mas sabia que, de alguma forma, o que havia acontecido era sua culpa. Sofiya entrou em depressão, a morte cerebral lhe deu vários distúrbios, e Aphra largou a faculdade. Após pensar por muitos meses, enquanto via sua amiga definhar ao visitá-la na casa de sua família, e seu dinheiro acabava como areia ao vento, decidiu pegar suas economias e fugir. Mesmo que não soubesse muito bem o inglês, decidiu ir para o Canadá sem nem mesmo avisar a sua família, e após conseguir um emprego de meio período enquanto pagava um hotel de beira de estrada, ela decidiu guardar o dinheiro que conseguia para pagar suas viagens. A partir daquele momento ela seria nômade.
Alguns meses depois se viu na América, vagando pelas ruas urbanas de New Orleans. Embora não possuísse muito dinheiro, precisava apenas pagar a comida, de resto, não se importava em dormir entre as árvores. Então começou a entrar em harmonia com a natureza, embora tivesse um interior muito negativo.

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Death is my sanctuary

I'm sitting here alone in darkness waiting to be free; Lonely and forlorn I am crying. I long for my time to come, death means just life... Please, let me die in solitude.
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