Texto
Lembrará de mim pelo eterno!
Alguns são capazes se perguntar por vezes o quão será sua longevidade. A vida ─ uma dádiva divina ─ concedida aos homens em busca da continuidade, ao meu ver. De acordo com alguns pensadores, baseados em suas mentes evoluídas, este presente não passa de uma propriedade que caracteriza os organismos cuja existência evolui do nascimento até a morte. Somos então uma demonstração de que nada eterno? Nossa existência tem fim. A carne é consumida, o carbono é degradado e ao fim da noite, não há mais seu ser. É atormentador imaginar o quão insignificante parece ser. A história irá te esquecer. Nós perdemos entes amados a cada segundo que se passa. E não importa o quanto os amamos, ao longo daquilo que define como "vida", os esquecerá. "A história irá te esquecer", ouso repetir em alto e bom som.

[FP] LEE JIN-WOO

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[FP] LEE JIN-WOO

Mensagem por Lee Jinwoo em Qua Maio 25, 2016 12:09 am

 
 
Solteira
Miss Rochibaux's Academy
Park Ji-yeon
Coréia do Sul
17 anos
Baby Dino
20 anos
Linyh
Nome Completo: Lee Jin-woo
Personalidade: Sobre minhas definições pessoais, eu sou muito sociável, mas bastante cuidadosa devido a um trauma que ficou no passado, e também posso ser séria ás vezes.
– Gosto do meu sorriso, ele atrai pessoas novas.
Coisas que eu adoro fazer? Posso dizer me olhando de fora, que sou uma acumuladora em excesso, de objetos velhos: colecionar discos antigos é o que eu faço com frequência, isso me deixa empolgada.
Amo confeitarias, as tortas não são uma das coisas mais maravilhosas que o ser humano já inventou?
Meu passatempo favorito é fazer "pesquisas" sobre a vida alheia...
– O nome disso é ser uma stalker, Jinwoo. Ha,ha.
História: Ás onze e trinta, encarei o céu distante pela janela aberta repousando meus pés para cima, sobre a mesa do computador com um pirulito sabor morango na boca; o vento frio ressumia por entre os fios finos de meu cabelo recém-tingido de loiro; espalhados, me deram uma visão do céu nublado... Era sombrio, mas sereno. Logo iria chover e eu não queria ver a chuva como sempre, não gostava da chuva. Seus pingos são como lagrimas, parece-se que o universo está chorando pelas tristezas e dores dos seres vivos. Todo aquele mau tempo fazia-me relembrar o passado que tive, achei que chegaria a esquecê-lo enquanto amadurecia na idade, mas... Mas não esqueci, não podia me força a esquecer. Tornou-se o meu ponto fraco.
Nunca tinha posto um cigarro na boca, confesso que já tive a vontade. Também tive a vontade de acabar com tudo, como a maioria dos jovens que tem depressão. Eu me via quebrada, porém ainda queria continuar vivendo.

E para aqueles que procuram me entender... Toda essa coisa melancólica começou, ou melhor, aconteceu na minha infância. Pela minha natureza asiática já se podia notar, morava em um bairro pouco conhecido em Seul, Coréia do Sul. Igual a qualquer criança normal era energética, simpática... E havia um vizinho que sempre me presenteava com doces e ursinhos de pelúcia, eu só não sabia o que se passava dentro da cabeça dele até o dia em que completei doze anos.
Por que existem humanos que são tão... "Humanos"? Ou talvez aquele homem não fosse humano... Um monstro?
No dia do meu aniversário estava voltando do colégio e começou a chover de repente; encontrei meu vizinho no meio da rua e fui convida a ir à sua residência, – hoje em dia ele está morto. Por que será? -, segundo ele, sua mulher estava em uma viagem de negócios.
Meu deus! Como eu era inocente naquela época.
Minha casa estava um pouco longe, não tive escolha e deixei ele me levar; trocou todas as portas e janelas, me pedindo para ligar o aquecedor; aceitei um copo de leite e biscoitos e... Apaguei.

A sensação de nudismo se tornou insuportável. Acordei tensa. Delirei um pouco. Nem consigo descrever o sentimento de medo, quando dei-me conta de que meus pulsos estavam amarrados á correntes. Lutei para me soltar. Eu estava frágil, lerda, com tonturas, em desespero. Flashes de luzes capturavam meu corpo. Eu não sabia o que era até... Nojento! Meu vizinho estava me fotografando... Fotografando um corpo que ainda não tinha iniciado a puberdade. Pervertido!
A risada dele me embrulhava o estômago. Chorei alto. Tudo que o sotaque grosso dele dizia-me era que eu era "linda". Sacudi meus braços, mas eles estavam tão apertados que sentia-os inchando. O pior fora quando entendi que eu não conseguia levantar, pois notei outros lugares doloridos; tendo fortes dores da cintura pra baixo me chamaram atenção. O que ele havia feito comigo? Olhei para as pernas e pouco sangue ainda escorria pelas minhas infantis coxas rosadas.
Chamei tanto pelo meu pai, meu super-herói, mas ele não apareceu pra me salvar. Aquilo tudo era um pesadelo e eu perdia a voz a cada segundo. Não podia contar as horas, nem saber por quanto tempo implorei para que ele me soltasse que parasse de tirar fotos... As minhas lagrimas davam prazer a ele. Nojento!

Ele se aproximou, tocou o meu rosto e pediu para que eu sorrisse; desabotoou as calça e puxou minhas pernas pequenas para que me sentasse em seu colo. Seus músculos eram enormes, minha vista embaçava cada vez mais, mordi meus lábios temendo-o. Sendo tão pequena e magra, não tinha como me defender do que estaria por vir. Queria fugir, queria fugir! Levantei a cabeça, cerrando meus olhos claros para dentro dos castanhos dourados dele, enquanto desejava que ele parasse. E isso realmente aconteceu, mas algo mais além também aconteceu... Seu rosto estava entrando em estado de resfriamento. O chutei para longe e me encolhi de volta a parede de sua sala de estar. Os olhos dele se arregalaram, e eu não o vi se mexer ou respirar nos minutos seguintes. Ele havia congelado de verdade, bem diante de mim. Só cheguei a ver algo como aquilo em filmes.
Fiquei mais assustada, chamei novamente pelo meu pai, no fim, ouvi um estrondo na porta; o cheiro de madeira quebrada subiu pelo ar e meu super-herói apareceu:
– Papai!

Passei por vários psiquiatras, contei a mesma história: que o meu vizinho simplesmente congelou. Sempre me diziam que eu estava psicologicamente perturbada... Porque tinha sido abusada sexualmente e ainda sofrido assedio. Mas eu sabia que aquele dia iria ficar marcado pelo resto dos meus dias. Cada minuto que passei aprisionada, ainda percorreria a minha cabeça dentro dos meus pesadelos.

Ninguém descobriu como o meu vizinho morreu congelado. Somente eu sabia o que realmente tinha acontecido e algo estranho estava florescendo dentro de mim desde aquele dia.

Segui com a vida em Seul até os treze anos, em seguida meus pais e eu nos mudamos para Nova Jersey, Estados Unidos, onde passei quatro anos tentando levar uma vida normal.
No dia onze de meio recebemos uma visita, nem mesmo meus pais a conheciam. Depois de alguns dias ambos os dois começaram a me falar sobre coisas estranhas; acho que não compreendi direito:
– Misticismo?
Entre os dias vinte e vinte e três, iria ser levada para viver, de acordo com meus pais, com pessoas especiais feitos eu.
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