Texto
Lembrará de mim pelo eterno!
Alguns são capazes se perguntar por vezes o quão será sua longevidade. A vida ─ uma dádiva divina ─ concedida aos homens em busca da continuidade, ao meu ver. De acordo com alguns pensadores, baseados em suas mentes evoluídas, este presente não passa de uma propriedade que caracteriza os organismos cuja existência evolui do nascimento até a morte. Somos então uma demonstração de que nada eterno? Nossa existência tem fim. A carne é consumida, o carbono é degradado e ao fim da noite, não há mais seu ser. É atormentador imaginar o quão insignificante parece ser. A história irá te esquecer. Nós perdemos entes amados a cada segundo que se passa. E não importa o quanto os amamos, ao longo daquilo que define como "vida", os esquecerá. "A história irá te esquecer", ouso repetir em alto e bom som.

[RP FECHADA] She's crazy in her life / 15.2016

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[RP FECHADA] She's crazy in her life / 15.2016

Mensagem por Mitzie Herz Bouwknech em Seg Fev 15, 2016 4:38 pm



A postagem é iniciada por Mitzie Herz Bouwknech, sendo esta a única participante, estando então, fechada para os demais. Passando-se em uma segunda-feira, quinze de fevereiro, bourbon street. O conteúdo é livre. A postagem está em andamento.
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Re: [RP FECHADA] She's crazy in her life / 15.2016

Mensagem por Mitzie Herz Bouwknech em Seg Fev 15, 2016 4:48 pm

A WORLD OF DANGERS?
don't need be afraid when you are the boss
Um breu. Mitzie era incapaz de enxergar algo além de absolutamente nada. Por um breve momento, a loira permaneceu inerte sobre a maca do hospital, tateando a face com os dedos trêmulos, prestes a obter uma conclusão precipitada sobre estar cega. Os dedos frios e impacientes da mulher alcançaram os seus olhos, que até então estavam tapados por gazes molhados com soros, o que aliava a sensação de ardência e causava uma sensação gélida em ambas as pálpebras. — Mas o quê... — retirou as gazes dos olhos e as colocou na mesa ao lado da maca, onde havia um aparelho que ilustrava os batimentos cardíacos da paciente, no caso, dela. Diversos fios tais que pertenciam o aparelho estavam conectados nos braços e no nariz da mulher, que brevemente fez questão de tirá-los do seu corpo, por medo ou precaução. O medo invadia-lhe o peito, todavia não gritou, nem mesmo chamou por alguém. Odiava alardes. Os pés descalços de Mitzie tocaram o chão com cautela, em seguida apoiou as mãos na parede, já que sua coordenação motora não demonstrava estar em ótimas condições. — Por que estou em um hospital? Preciso fugir — murmurou, curvando o corpo ao tentar olhar pelo buraco da fechadura da porta. Muitos médicos corriam pelos longos corredores do hospital, mas nenhum se atrevia entrar no quarto da paciente número 15, como mostrava o fichário de Mitzie sobre o balcão próximo à porta.

Mitzie Herz... Bouwknech, essa sou eu — disse em meio a suspiros pesados e descontrolados, como se estivesse prestes a entrar em pânico. Conteve-se ao máximo, girou o calcanhar e viu-se frente à frente com a janela, o único meio seguro em sair do hospital sem ser vista pela maioria. Forçou a trinca da janela para cima, destravando-a. Não sei o que estou fazendo, mas sei que não devo ficar aqui. Apressou os movimentos ao partir do hospital, somente com as vestes de paciente no corpo, com uma seringa injetada em seu pulso esquerdo. Uma cerca de metal a impossibilitava de sair, mas, por algum motivo desconhecido, não foi afetada pelos cortes que a certa lhe dera quando teve sorte em ultrapassá-las. Todos os ferimentos curaram, como um truque de mágica. Seu corpo, embora descansado, implorava por cama, necessitava dormir, não aparentava ter sido suficiente, não estava curada internamente, até que cambaleando entre as árvores da calçada da estrada próxima do hospital acabou desfalecendo ali mesmo. [...] Mitzie, pequenina, a Lua a espera para o pacto final... Você está pronta para prosseguir e realizar a próxima missão, minha querida? Uma voz do além ecoou por todos os lados, com o intuito de afetar os ouvidos de uma única pessoa, de Mitzie. Seus cabelos estavam na altura dos ombros, loiros em todo o comprimento, ondulados nas pontas; seu corpo estava baixo, aproximadamente 1m55cm de altura; as feições faciais da mulher não eram de mulher, mas sim, de uma menina com dez anos de idade. Olhou nos olhos verde-azulados de uma outra garota absurdamente semelhante à ela, entretanto havia suas diferenças. Vamos, Mitzie, não tenha medo, Papa Legba vai atender nosso chamado. Nós somos bruxas.

Atordoada, Mitzie prontamente ergueu o tronco e olhou para ambos os lados, aflita. Franziu o cenho ao notar um cenário diferente, viu-se dentro de um carro em movimento pela estrada, ao lado de um homem com trajes nobres, um cabelo bem penteado e com uma face tão aperfeiçoada que Mitzie imaginou que fosse um homossexual. — O que estou fazendo aqui? Na verdade, como eu vim parar aqui? Eu não me lembro de ter vindo para dentro do seu carro, se não me contar o que está acontecendo, eu grito — exasperada, retirou a seringa do seu pulso esquerdo, ameaçando fisicamente injetá-lo no homem, como se fosse um objeto ameaçador. — Ei, ei. Sou do bem, está bem? Eu te vi caída em uma árvore, pensei que estivesse morta, mas não, você estava respirando, então em vez de levá-la de volta ao hospital, trouxe você comigo. Afinal, esse hospital é horrível, não somente por ser psiquiátrico, mas também porque os médicos costumam ficar pirados mais do que os pacientes durante a noite. É bizarro. Ãh... de nada por lhe salvar, moça dos cabelos dourados — o homem batucou os dedos no volante do carro quando o sinal abriu para os pedestres. Mitzie cruzou os braços, visto que por estar usando vestes de paciente, sutiãs e calcinhas não eram inclusos. Engoliu em seco, olhando para o retrovisor do carro, sem emitir um ruído sequer, evitava olhar nos olhos do motorista, não sabia quais eram as reais intenções do homem. — A propósito, meu nome é Frank Glubhër, prazer — pronunciou o mesmo, quase não tirando os olhos da mulher, que até então permanecia calada. — Mitzie, Mitzie Herz Bouwknech, o prazer é todo meu. Me desculpe pela ignorância, é que é tudo novo para mim, não lembro de quase nada, só do... meu nome — evitou dizer sobre ser uma bruxa, não que tivesse certeza de que era, mas que nos sonhos ela era reconhecida por isso, por conter magia em suas veias.

Bouwknech, hmm... Err, terá que ficar comigo — enunciou prontamente, causando certa desconfiança à mulher. — Digo, está muito frio à noite, e não tenho dinheiro para você ficar em um hotel próximo. Mas relaxa, vivo em um lugar repleto de gente, você vai amar. [...] Ao longe, uma placa enorme sinalizando a boate Passion Interdite piscava em tons escuros como preto, roxo e azul, dava-se para ver, pela porta entreaberta, que era cheio de mulheres seduzindo rapazes com danças eróticas em palcos ou dentro de gaiolas personalizadas. Repentinamente, o carro estacionou em frente à boate relativamente lotada. — Pera, vou ficar aqui? Nessa boate? — questionou-o, com os punhos cerrados. Franz tentou acalmá-la, mesmo que estivesse com um sorriso debochado marcando o seu rosto. Alisou os braços finos da mulher com os dedos, quase comvencendo-a de entrar, o que por um momento a loira achou o comportamento do homem estranho. — Olha, não é nada demais. Você precisa se sustentar, já que nem você mesma sabe sobre quem você é, e procurar uma estadia, não pode morar nas ruas sendo tão bela como é. É um trabalho mesmo estranho, mas temos que lidar com o profissionalismo, e você é perfeita para isto. A cada apresentação individual para cada homem, ganhará uma boa gorjeta. Não se preocupe com o resto, você se sairá bem. Topa? — esboçou um sorriso meio torto, entretanto conseguia ver o branco dos dentes com clareza, a Bouwknech estava ao ápice de declará-lo gay, principalmente pela posição torta em andar, especificadamente. — Aceito.
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